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  • Renato Filomena

Pincel


Os primeiros registros do uso de uma ferramenta para transporte de tinta foram identificados na pintura rupestre, na era paleolítica, também chamada de “arte parietal”.

Segundo a história, o primeiro recurso foi um graveto de carvão com gordura animal. Depois, outros elementos fixadores também foram introduzidos, como tinta, misturando-se os corantes minerais com vários tipos de gordura. As cores obtidas eram o ocre-amarelo, ocre-vermelho e negro. Eram utilizados nas ilustrações: dedos, penas de diversas aves, gravetos com pelos nas pontas, uma espécie de buril de pedra e, ainda, os tufos feitos de musgo. A irregularidade das superfícies ajudava na expressão das formas, como saliências, buracos, rachaduras etc. Nesses milhares de anos, pouco se sabe sobre a fabricação que deu origem ao primeiro exemplar de pincel, similar aos que você utiliza hoje. Algumas informações aparecem no século XV, na Europa, com a pintura do Afresco e Falso Afresco, em que é mencionado um tipo de pincel “Pituá” com pelos macios de animal, no tamanho da palma da mão do pintor, para suavizar a textura da pele humana. Outros tamanhos foram desenvolvidos no formato redondo, com os pelos atados em varetas de madeira. No Oriente, em 1804, há outro registro denominado “Pincel de Toyohashi”, no feudo de Yoshida, Kyoto (Japão). Utilizado para caligrafia e pinturas ornamentais, foi construído com cabo de bambu, virola de talo de pena e pelos macios de animais.

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© 2018 by Renato Filomena